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Inovações Contemporâneas Para O Ensino De Biologia

algumas tendencias para o melhoramento do Processo de Ensino e Aprendizagem de Biologia

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Oliveira Garrine Neves Inovações Contemporâneas Para O Ensino De Biologia Licenciatura Em Ensino De Biologia Com Habilitacoes Em Gestao De Laboratorio Universidade Pedagógica Massinga 2012 2 Índice Conteúdos Pág. I. Introdução ........................................................................................................................ 3 1.1. Problema ...................................................................................................................... 4 1.2. Justificativa .................................................................................................................. 5 1.3. Objectivos .................................................................................................................... 5 1.3. Objectivos .................................................................................................................... 6 1.4. Questões Cientificas..................................................................................................... 6 1.5. Hipóteses ...................................................................................................................... 8 1.6. Metodologia ................................................................................................................. 9 II. Fundamentação Teórica ............................................................................................... 10 2.1. Trabalho em Grupo .................................................................................................... 11 2.2. Excursões ................................................................................................................... 12 2.3. O Método de Ensino por Projecto.............................................................................. 15 2.4. Princípio de Orientação no Problema ou na Situação ................................................ 15 2.5. Princípio de Orientação no Âmbito (Ex: Obtenção de Informação Cientifica Através da interpretação de Textos, Jornais, Revistas) .................................................................. 16 2.6. Material Didáctico ..................................................................................................... 17 2.7. Mapas de Conceito ..................................................................................................... 18 III. Conclusão .................................................................................................................... 20 IV. Bibliografia ................................................................................................................. 21 3 I. Introdução Nos dias de hoje, é frequente ouvir comentários ligados ao actual estado da qualidade de ensino em Moçambique e no mundo em geral. Porquanto, o objectivo final do processo ensino/aprendizagem reside no desenvolvimento da capacidade de responder às exigências da vida e do meio ambiente, no entanto, Quando se fala do ensino de Ciências nas classes iniciais do ensino Secundário, logo pensamos em aulas tradicionais, onde o professor expõe o conteúdo em sala e avalia os alunos com uma habitual prova escrita. No entanto, apesar deste tipo de aula apresentar algumas vantagens ao professor de acordo com RONCA & ESCOBAR (1984), não é suficiente, ou seja, nem sempre o conteúdo é totalmente compreendido. No processo ensino-aprendizagem a motivação deve estar presente em todos os momentos. Cabe ao professor facilitar a construção do processo de formação, influenciando o aluno no desenvolvimento da motivação da aprendizagem. Vários podem ser os recursos utilizados pelos professores em sala de aulas para aprimorar e ou auxiliar o processo de ensino-aprendizagem do conteúdo científico, uma vez que irá mobilizar no aluno, de uma forma mais dinâmica, a vontade de aprender. A educação não deve ser desenvolvida para que os alunos decorem nomes complicados e conceitos para simplesmente passar de ano, mas que eles possam relacionar o que foi aprendido em sala com o seu quotidiano. A educação é um conceito amplo que se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade, envolvendo a formação de qualidades humanas, sendo essas físicas, morais, intelectuais e estéticas. O processo de aprendizagem é desencadeado a partir da motivação. Esse processo se dá no interior do sujeito, estando intimamente ligado às relações de troca que o mesmo estabelece com o meio, principalmente entre professor e o aluno, dai, denota-se a influência do professor na aquisição do conhecimento por parte do aluno, bem como o desenvolvimento de atitudes e convicções sociais. Deste modo, Torna-se necessário observar que os seres humanos nascem com capacidade para o aprendizado, necessitando apenas de um estímulo externo e interno, ou seja, uma motivação. 4 1.1. Problema Nas escolas secundárias da Vila Municipal de Massinga, o ensino de Biologias é caracterizado pelo uso das mesmas Técnicas, Procedimentos, Métodos Básicos e Materiais Didácticos debilitando desta forma a qualidade de ensino de Biologia; bem como a estimulação do interesse dos alunos pelas ciências Biológicas, visto que, poucos alunos optam por este campo de saber para a continuação dos seus estudos no ensino superior. A inadaptação da escola à sociedade moderna é denunciada de um triplo ponto de vista: econômico, sócio-político e cultural. A escola transmite um saber fossilizado que não leva em conta a evolução rápida do mundo moderno; sua potência de informação é fraca. Estas aulas decorrem de forma estática, sem beneficiar de alguma remodelação e nalguns momentos desprovidas de planificação. O uso de mesmas técnicas, Meios e Materiais Didácticos, Métodos básico, bem como a não conclusão dos conteúdos previstos no programa e a não realização de todas as Funções didácticas nas aulas são as principais características da maioria das aulas de Biologia nas escolas secundárias. 5 1.2. Justificativa Com vista na melhoria da qualidade de ensino de Biologia e outras Ciências Naturais, nos últimos tempos, a leccionação destas ciências tem vindo a beneficiar de uma diversidade de técnicas, Métodos e Princípios que constituem as tendências actuais do ensino de Biologia. No entanto, o uso e implementação desses recursos didácticos e pedagógicos carecem ainda de uma revisam e adequação a realidade Moçambicana, bem como de um processo de capacitação dos professores para apoiarem-se de forma eficaz desses recursos com vista na melhoria da qualidade de ensino e estimulação do interesse dos alunos pelas aulas de Biologia. Estando a Licenciar-me em Ensino de Biologia na Universidade Pedagógica, e beneficiando de capacitação técnica, didáctica e pedagógica para a leccionação das aulas de biologia, senti-me sensibilizado com a actual realidade do ensino de ciências Biológicas nas escolas secundarias da vila municipal de Massinga. 6 1.3. Objectivos 1.3.1. Objectivo Geral:  Fornecer algumas Ferramentas básicas, usuais e aplicáveis nas aulas de Biologia com vista no melhoramento da qualidade de ensino e motivação nos alunos. 1.3.2. Objectivos Específicos:  Apresentar algumas novas técnicas desenvolvidas com vista no melhoramento do processo de ensino e aprendizagem nas aulas de Biologia.  Explicar a aplicabilidade de algumas tendências actuais do ensino de Biologia com vista na dinamização do PEA nas aulas de Biologia;  Estimular aos professores e aos formandos da Universidade Pedagógicas, delegação de Massinga a aderirem as inovações didácticas pedagógicas com vista na garantia de melhorias no PEA. 7 1.4. Questões Cientificas  Quais os principais recursos Didáctico-pedagógicos disponíveis para a melhoria da qualidade de ensino nas escolas secundarias?  Por que é que os professores de Biologia ainda não aderem as tendências actuais do ensino de Biologia?  Qual é o pré-requisito para promover a aprendizagem nos alunos? 8 1.5. Hipóteses  Para a melhoria da qualidade do ensino pode-se apontar o Trabalho em grupo como principal recurso pois é um método dinâmico que coloca o aluno, em actividade cognitiva de construção de conhecimento.  A complexidade, a necessidade do espírito criativo, incansável e dinâmico do professor para o uso das novas tendências no ensino de Biologia podem estar por de trás da pouca aderência dos professores.  Pode-se apontar a Motivação dos alunos como o alicerce para a garantia da aprendizagem. 9 1.6. Metodologia A produção do presente documento compreendeu uma dinâmica e diversificada metodologia que iniciou com Entrevistas Não-directivas com alguns alunos e professores das escolas secundárias da vila municipal de Massinga para apurar o nível do desenvolvimento do PEA nessas escolas; de seguida, decorreu a fase caracterizada por Consultas Bibliográficas em manuais que encontram-se devidamente referenciados na página correspondente para o efeito. Estas consultas foram realizadas com o objectivo de colher informações relacionadas com possíveis estratégias para solucionar as dificuldades enfrentadas pelos alunos e professores nas salas de aula de Biologia; por fim seguiu-se a fase de síntese e organização das informações colhidas nos manuais, tendo culminado com a produção do presente documento. 10 II. Fundamentação Teórica De acordo com MENEZES (2008), o problema do ensino actual de Biologia no ensino médio, esta no facto de que os professores continuam a ensinar como foram ensinados, por não aderir as novas tendências do ensino e por falta de modelos próprios. “Embora a capacidade intelectual seja, por vezes, apontada como um dos factores que podem explicar as diferenças na aprendizagem, a verdade é que todos sabemos que alunos inteligentes podem ter um fraco rendimento e outros menos dotados têm notas excelentes (…) A capacidade intelectual não explica, em média, mais de 25% da variação dos resultados escolares, por isso é necessário fazer apelo a outros factores para explicar satisfatoriamente as diferenças de realização escolar dos alunos (Fontaine, 1988)”1. Qualquer pessoa que assista a uma aula e observe o acto de ensinar fica impressionada pela variedade das acções e das actividades: o professor faz perguntas, aguarda pelas respostas, aceita‐as, corrige‐as, demonstra, explica, dá instruções, confronta, orienta de forma metódica, organizada, em função da finalidade e das estratégias que o professor determinou. Para que as melhorias no ensino de Biologia sejam notórias, ALTET (2000: 54) propõe que o professor deve estar convicto de que os actos pedagógicos devem decorrer de modo que possibilitem desenvolver as seguintes funções:  A função de Informação‐transmissão - que decore ao nível do conteúdo, na qual o professor Produz informação; Dá exemplos; Dá explicações; Faz perguntas; Controla, aceita as respostas; Reformula e reorganiza as respostas.  A função de Organização‐estruturação – que acontece ao nível da situação de aprendizagem, onde o professor Define um objectivo; Define a tarefa; Levanta o problema; Estrutura a situação de aprendizagem; Dá instruções; Varia os modos de apresentação; Organiza a turma e o trabalho. 1 FERREIRA, Manuela M. C, Alguns Factores Que Influenciam A Aprendizagem Do Estudante De Enfermagem, Rio de Janeiro, 2007. 11  A função de Estimulação‐activação – que desenvolve-se ao nível do aluno e que o professor Propõe uma situação problematica; Dá um tempo para reflectir; Solicita, incita; Dá uma pista; Acompanha, orienta; Explora os contributos dos alunos; Reforça, encoraja.  A função de Avaliação – que desenvolve-se por meio de tarefas nas quais o professor Verifica a compreensão; fornece feedback; Controla; Manda corrigir por um aluno; Manda confrontar; Avalia; Reorienta; Leva a reinvestigação ALTET (2000: 57).  A função de Regulação decorre ao nível do clima da aula, em que o professor Aceita os sentimentos dos alunos; Graceja, Ri, Descontraísse; Dá um reforço à turma. 2.1. Trabalho em Grupo Tendo em conta que um dos melhores métodos básicos usados na sala de aulas é a elaboração conjunta, pode-se falar do Trabalho em Grupo, definido por OLIVEIRA (2006:45) como sendo uma forma de construção do conhecimento em que os alunos interagem entre si sobre supervisão, acompanhamento e auxílio do professor, com vista no desenvolvimento do espírito de associativismo nos alunos, desenvolvimento da autonomia; desenvolvimento da capacidade de cooperação, decisão, exactidão e responsabilidade (MULLER, 2007). Segundo MAZZIONE (2007:11) citado por SANTOS (sd:25) Quando um conjunto de pessoas movidas por necessidades semelhantes se reúne em torno de uma tarefa específica, ou seja, um grupo com um objectivo mútuo, dá-se o nome de dinâmica de grupo. Ao planificar uma aula em grupo, o professor deve ter em conta as diversas fases do trabalho em grupo, começando da:  Fase de preparação, em que deve-se apresentar de uma forma clara as perguntas; Formar os grupos de uma forma heterogenia; Informação sobre o tempo assim como sobre o procedimento do trabalho e por fim deve-se distribuição de meios didácticos.  Fase da respectiva actividade do grupo. É nesta fase em que os elementos dos grupos entram em acção activa, começando por colectar os factos para o estudo; de seguida parte para a Solução de problemas ou tarefas e por fim fazem a formulação dos resultados. 12  Fase da colorização, os alunos devem fazer a respectiva avaliação dos resultados para que sejam comprovados ou refutados e por fim, o professor faz um resumo dos trabalhos dos diferentes grupos (num quadro mural) sendo necessário dar congratulações aos diversos grupos de uma forma delicada para não machucar os grupos não muito bem sucedidos2. De acordo com OLIVEIRA (2006:45), as tendências actuais do ensino de biologia existem varias formas de materializar o trabalho em grupo, tais como: Tempestade cerebral – estratégia de identificação de diferentes pontos de vista sobre um assuntos por meio da imaginação dos alunos, em que, tudo o que é falado, é anotado e considerado a não ser que seja necessária uma explicação pelo aluno. Durante a exposição das ideias pelos alunos, o professor deve anotar todas as opiniões; evitar juízos por meio de expressões faciais e no fim da exposição seleccionar as ideias principais e apresentar em forma de resumo (ANASTASIOU, sd:89). Phillips 66 – técnica usada para a discussão de problemas relacionados com o dia-a-dia dos alunos ou para a busca de informações rápidas. Consiste em dividir a turma em grupos de seis elementos e dar-lhes seis minutos para debaterem em torno de um tema, podendo dar-lhes mais seis minutos para a apresentação da síntese dos resultados da discussão (ANASTASIOU, sd:94). Grupos de Verbalização e de Observação GV/ GO – consiste em dividir a turma em dois grupos sendo um interno de Verbalização (que expõe e discute o tema) e outro esterno de Observação (que analisa a discussão e regista os pontos cruciais); de seguida o GO passa a oferecer sua contribuição sobre o tema e o GV fica em escuta. Por fim, o professor faz a devida síntese e termina a aula (ANASTASIOU, sd:95). 2.2. Excursões O processo educativo não se restringe apenas a saída de campo; é importante a elaboração de um plano de ensino que envolva a preparação e motivação do aluno para o trabalho, a colecta e registo de dados no momento no campo e a análise e discussão dos 2 ANASTASIOU, Léa. G. C e ALVES, Leonir p. Estratégias De Ensinagem, sd. 13 dados obtidos, de forma que o trabalho seja efectivo do ponto de vista pedagógico e contribua para a formação conceitual, ética, estética e política dos alunos. As emoções e sensações surgidas durante um trabalho de campo em um ambiente natural podem auxiliar na aprendizagem de conteúdos pôs incentiva-os a olhar para os ambientes e situações como pesquisadores, levantando dados e formulando hipóteses. CARVALHO (2002) citado por SPAGNOL (2007) ressalta que o uso de locais próximos das escolas para a realização de trabalho de campo pode contribuir amenizar possíveis dificuldades no desenvolvimento do trabalho, como por exemplo, o custo com transporte, tempo de deslocamento, oportunidade de ser feito durante o período escolar (uma manhã ou tarde) e com maior frequência. Fazendo uma análise dos conteúdos patentes nos programas de ensino do nível secundário básico (8ª, 9ª e 10ª classes) com as suas respectivas sugestões metodológicas que o professor deve seguir com vista no melhoramento do PEA em Biologia foi possível seleccionar os conteúdos que iremos discutir no quadro abaixo. Tema Unida Materiai de s/ Local Recursos 8ª Importânci Biologi Plantas, Pátio Cla a a como Animais escolar, sse Biologia Ciência e Jardim Fenómen ou algum os Matagal Biológico na s comunid da para a Sociedade ao Redor ade escolar Factores Sistem Revistas, Pátio da que a Jornais escola ou Provocam Nervos no desequilíbr o da seio 14 io no Comunid Sistema ade Nervoso 9ª Processos Introdu Mantime Canteiro Cla Vitais ção ntos no pátio sse Plantas Agrícolas escolar das a Vida das Plantas Constituiçã Estudo Microscó Hospital o da pio ou e Funcionam ento Célula Centro de Saúde do Microscópi o 10ª Organismo Evoluç Cla s ão sse viveram em Historia Diferentes Natural que Fósseis Museu de Épocas Biológicas Causas e Consequên cias Ecologi ----------- Lixeiras a ----- e da Esgotos Poluição do Meio Ambiente Tratamento Ecologi Lixo Lixeiras do Lixo e a doméstic e o Esgotos Esgotos Tabela 1: Conteúdos Possíveis de Ser Tratados Fora da Sala de Aulas. 15 2.3. O Método de Ensino por Projecto Corresponde a uma das tendências actuais do ensino de Biologia visa dinamizar o PEA, no sentido de que, promove mais esforço, interacção e dedicação por parte dos alunos e do professor. Segundo RAMOS (2007:6), neste método, Os alunos deverão ser capazes de detectar oportunidades de aplicação da Metodologia, de modo a maximizar resultados e a atingir os níveis de qualidade desejados. O método de ensino por projecto consiste na escolha de um problema que assola a comunidade escolar e os alunos desenvolvem isoladamente ou com a ajuda do professor, um plano de acção com vista no solucionamento deste problema3. O método de ensino por projecto visa principalmente: Proporcionar ao aluno uma situação concreta da vivencia; Estimular a criatividade, iniciativa, auto-confiança e responsabilidade nos alunos; valorizar o cooperativismo; comprovação das ideias dos alunos por meio da aplicação das mesmas de modo a estimular a aprendizagem. A elaboração e execução deste método consistem nas seguintes fases:  Escolha do tema e elaboração de um Projecto pelo professo; pelo professor em conjunto com os alunos ou ainda apenas pelos alunos;  Execução das tarefas previstas no projecto;  Apresentação do projecto na turma para ser discutido pelos outros alunos;  Apreciação pelo professor do trabalho realizado. Neste âmbito, constatou-se que o método de ensino por projecto, se for bem aplicado desempenha um papel preponderante no desenvolvimento de competências e motivação nos alunos pela disciplina de biologia. 2.4. Princípio de Orientação no Problema ou na Situação Com vista no melhoramento do PEA das aulas de biologia, pode-se igualmente aplicar o presente método que consiste na direcção de uma aula partindo de um problema que assola a comunidade onde se encontra essa escola e que esse problema pode ser explicado com o auxílio da biologia. 3 RAMOS, Sérgio, Introdução a Metodologia de Trabalho Por Projecto, Portugal, 2007. 16 Já na sala de aulas, o método básico mais aconselhável para este princípio é a elaboração conjunta podendo organizar a turma em grupos ou mesmo desenvolver-se o debate entre os alunos e os professores isoladamente. As questões elaboradas pelo professor deve estar relacionadas com as causas, consequências e o papel de cada um dos alunos em este tipo de situações, para que se perceba de que forma pode-se solucionar este problema. No fim da aula, elabora-se um plano de acção em que os alunos deveram sair conscientes que este é um problema que pode ser resolvido, e que estejam convictos do seu papel específico nesta luta. 2.5. Princípio de Orientação no Âmbito (Ex: Obtenção de Informação Cientifica Através da interpretação de Textos, Jornais, Revistas) O uso de outros documentos como fonte de informação científica é um método de grande relevância no PEA de biologia pôs ajuda a criar o interesse pela aprendizagem e transforma este processo em um autêntico processo dinâmico, motivador, abrangente e globalizado no entanto, (CARVALHO: 2012) afirma que se o professor tiver um plano de ensino associado a pesquisas em Jornais, Revistas entre outros meios de comunicação, permitira fazer com que o aluno, alem de pesquisar somente nos livros didácticos use outros recursos disponíveis que explicam o conteúdo de forma mais compreensível. Os textos escritos como é o caso de Jornais e Revistas podem e devem ser usados nas aulas de biologia para a mediação de Certos tema relacionados com os problemas actuais e locais, bem como para a transmissão de informações ligadas ao melhoramento da qualidade de vida, como é o caso da Dieta alimentar, a prevenção e cura de doenças como a Malária, o HIV/Sida. Alem destes recursos, o professor pode apoiar-se igualmente da televisão e da rádio para garantir a melhoria da qualidade de ensino, de modo a que os jovens não somente se concentrem nas televisões e rádios para assistir novelas ou escutar relatos, mas também para obter informações científicas que um dia podem lhe ser úteis na sala de aulas, bem como no seu quotidiano. 17 2.6. Material Didáctico Recurso didáctico é todo material utilizado como auxílio no ensino-aprendizagem do conteúdo proposto para ser aplicado pelo professor a seus alunos (CASTOLDI 2005:19). Pode-se definir Meios/Materiais didácticos em duas vertentes, que para MUNGUAMBE (2011:107), o professor toma estes recursos como sendo meios de apoio para o tratamento da matéria e para o cumprimento dos objectivos; em quanto que para os alunos são meios de observação e de trabalho que contribuem para a aquisição de conhecimentos, capacidades e habilidades, atitudes e convicções. O uso destes materiais em sala de aulas auxilia a tornar o processo de ensino e aprendizagem mais concreto, menos verbalístico, mais eficaz, dinâmico e eficiente. Pôs, “os materiais didácticos quebram o excesso de verbalismo e concretizam o assunto abordado pelo professor, facilitando a aprendizagem do aluno, diminuindo os esforços do professor. Enfim, tornam a aula mais interessante e prazerosa para ambos”4. Os materiais didácticos ajudam o professor no desenvolvimento das suas aulas no sentido de que:  Organizam a aula permitindo que o professor fique menos dependente dos seus apontamentos;  Ajuda a reter um assunto, evitando que o aluno se perca;  Motivam o aluno estimulando o interesse e captando a atenção;  Ajudam a classificar conceitos abstractos;  Exemplificam situações diversas;  Possibilitam o desenvolvimento de capacidades nos alunos. Estes materiais podem ser divididos em três grupos que serram discutidos seguidamente: Modelos - são objectos tridimensionais representativos, utilizados quando não for possível usar os objectos reais a disposição, bem como quando não e possível estudar particularidades importantes de um objecto real. Estes objectos são semelhantes aos reais e reflectem suas características essenciais em três dimensões, como por exemplo: bonecos, objectos geométricos, esculturas que representam objectos reais, etc. (MUNGUAMBE 2011:114). 4 FISCARELLI, Rosilene, Batista de, Material Didactico e Pratica Docente, Brasil. 18 Cartazes – são objectos planares representados principalmente em papel em forma de desenhos, fotografias, escantilhões, mapas, etc. De acordo com MUNGUAMBE (2011:111), os cartazes podem ser Enriquecidos (o que traz toda informação que o aluno precisa, podendo tomar-se como exemplo os desenhos com respectiva legenda) estes são usados geralmente para aulas de Matéria Nova; ou Contextualizados (os que não trazem toda a informação, podendo tomar-se como exemplo o desenho sem legenda) que são geralmente utilizados para a consolidação e no controle e avaliação (MUNGUAMBE 2011:114). Objectos Reais – que quando possível, o professor transporta-os para a sala de aulas, reduzindo desta forma a imaginação nos alunos. (MUNGUAMBE 2011:114) fundamenta que para a escolha e selecção do material didáctico deve ter em consideração: O aluno ao qual o material será apresentado; O professor é que mostra ou não os meios didácticos; O tempo para apresentar e o Local e momento da aula. Para um melhor aproveitamento, os materiais didácticos devem ser Adequados aos objectivos da unidade e da aula; Simples, que envolvem pouca explicação; Atraentes para manter a atenção dos alunos; Manejável; Visível (visto por todos sem dispersar atenção). 2.7. Mapas de Conceito Com vista no solucionamento dos problemas decorrentes da redução da carga horária, existem os Mapas de Conceito que são um diagrama representativo que indica a relações hierárquicas entre conceitos em um determinado conteúdo científico. De acordo com (ANASTASIOU, sd: 89), os mapas conceituais são diagramas construídos tendo em conta as relações estabelecidas entre determinados conceitos estruturais do conteúdo em uma perspectiva bidimensional. De acordo com SILVA (2007:4) Os mapas conceituais foram propostos por Joseph Novak e Gowin em 1988, Consistem em um esquema visual que representa as relações significativas entre os conceitos, e expressa a compreensão dos estudantes sobre o campo conceitual do tema em questão. A sua elaboração consiste nas seguintes fases: seleção de conceitos-chave do texto; seleção dos conceitos por ordem de inclusão; Construir esquemas hierarquicamente dos 19 conceitos mais específicos aos mais gerais; estabelecer relações entre conceitos por meio de linhas e retas; explicitar as relações entre os conceitos por meio das linhas ou setas incluindo as palavras de enlace; estabelecer as relações horizontais e verticais. OLIVEIRA (2006:45) fundamenta que o uso de mapas de conceito é recomendado pois ajuda na redução didáctica; Facilita a compreensão dos conteúdos; dão uma imagem geral e integral dos conteúdos; Ajudam na visualização dos conceitos e suas relações. 20 III. Conclusão Após o fim da recolha, organização e sistematização das iformaçãoes, e posterior produção do presente documento pode-se concluir que com a utilização desses recursos didático-pedagógicos, pode-se preencher as lacunas que o ensino tradicional geralmente deixa, e com isso, além de expor o conteúdo de uma forma diferenciada, fazer dos alunos participantes do processo de aprendizagem. No processo ensino-aprendizagem a motivação deve estar presente em todos os momentos. Cabe ao professor facilitar a construção do processo de formação, influenciando o aluno no desenvolvimento da motivação pela aprendizagem. As transformações ocorridas na sociedade nas últimas décadas têm imposto á área de Ensino de Ciências a necessidade de formular constantemente seus pressupostos, redefinindo e introduzindo na formação dos professores as questões sobre o como e o porquê de se ensinar Ciências. Dentre os diversos tipos de estratégias de ensino a dinâmica de grupo destaca-se por levantar perante um determinado grupo de alunos o interesse pela discussão, uma vez que no momento que uma dada questão é levantada ocorrerá uma exposição de opiniões próprias, como também uma discussão geral sobre o conteúdo abordado naquele dado momento. A educação não deve ser desenvolvida para que os alunos decorem nomes complicados e conceitos para simplesmente passar de ano, mas que eles possam relacionar o que foi aprendido em sala com o seu quotidiano. A educação é um conceito amplo que se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade, envolvendo a formação de qualidades humanas, sendo essas físicas, morais, intelectuais e estéticas. Reconhecendo-se que o processo de compreensão dos conceitos é gradual e sempre exige esforço dos alunos e, para que a compreensão seja melhorada cada vez que entra um novo conceito, conclui-se que para o aluno aprender um determinado conceito, ele deve relacionar aos prévios que possui. Frente a um professor competente, o material didáctico é irrelevante pois nada substitui a presença do professor. O bom professor pode motivar e incentivar seus alunos, despertando-os para o conhecimento e obtendo resultados positivos de aprendizagem somente com a sua vontade e competência profissional. 21 IV. Bibliografia ALTET, M. Análise das Práticas dos Professores e das Situações Pedagógicas. São Paulo, 2000. FERREIRA, Manuela M. C, Alguns Factores Que Influenciam A Aprendizagem Do Estudante De Enfermagem, Rio de Janeiro, 2007. SPAGNOL, Mariana, O Trabalho De Campo Na Aprendizagem Conjunta De Alunos E Futuros Professores, Rio Claro, Brasil, 2007. CASTOLDI, Rafael & POLINARSKI, Celso Aparecido, A Utilização de Recursos Didático-Pedagógicos na Motivação da Aprendizagem, Editora escolar, Paraná, 2005. SANTOS, Luzia Cristina de Melo, Educação e Ensino de Ciências Exatas e Biológicas, Paraná. OLIVEIRA, Cacilda Lages - Significado e contribuições da afetividade no contexto da Metodologia de Projetos na Educação Básica-dissertação de mestrado, Belo HorizonteMG, 2006. DIAS, H.N, e tal. Manual de Praticas Pedagógicas. 2ª Edição, Editora Educar, Maputo, 2010. LIBÂNEO, J. C. Didáctica. Cortez Editora, São Paulo, 1994. MARQUES, Ramiro. Dicionário de Pedagogia, 2ª edição, Revista e Aumentada. INDE/MINED- Moçambique, Biologia: Programa da 8ª Classe, Diname, Moçambique, Maputo, 2010. INDE/MINED- Moçambique, Biologia: Programa da 9ª Classe, Diname, Moçambique, Maputo, 2008. 22 INDE/MINED- Moçambique, Biologia: Programa da 10ª Classe, Diname, Moçambique, Maputo, 2010. FREITAS, J. Coreia de, et all, Didáctica de Biologia, Universidade Aberta, Lisboa, Portugal, 1991 MULLER, Susann, Didactica das Ciências Naturais, 1ª edição, Texto editoraMoçambuique, Maputo, Moçambuique, Dezembro de 2007 ANASTASIOU, Léa. G. C e ALVES, Leonir p. Estratégias De Ensinagem, sd. SILVA, Márcia G. L da, NÚÑE, Isauro B. Os Mapas Conceituais e a Aprendizagem de Conceitos - Instrumentação para o Ensino de Química II, Brasil, 2007. MENEZES, Ebenezer, Por Uma Visão Integrada da Biologia, Agencia EducaBrazil, São Paulo, Brazil, 2008. LOPES, Aracy L. Pereira, Problemas e Alternativas No Ensino de Biologia, São Paulo, Brazil, 2004. NARDI, Roberto, Educação em Ciências: Da Pesquisa a Pratica do Docente, Escritura editora, São Paulo, Brasil, 2001. 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